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Chip orgânico: uma esperança para paraplégicos

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Um tratamento promissor para pacientes paraplégicos começa a tomar corpo. Com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (FAPESC), foi inaugurado o novo Laboratório de Tecnologias Integradas (InteLab) da Universidade Federal de Santa Catatina, onde pesquisadores desenvolvem materiais que podem servir de suporte à regeneração da medula espinhal que, eventualmente, possa restaurar a transmissão de informação nervosa e a atividade locomotora.

“Num futuro próximo, pretendemos cultivar células tronco nestes biomateriais e paralelamentechip, produzir e caracterizar uma interface neuroeletrônica (chip orgânico), para então serem implantados na medula espinhal de animais”, disse a pesquisadora Janice Koepp, idealizadora do Projeto.


Ela acrescenta que os chips orgânicos permitiriam que um neurônio “conversasse” com outro, e ressalta que eles são feitos de polímeros, não de silício, o que resulta em um chip flexível e de baixo custo. Esta tecnologia de ponta será transferida da França a uma equipe interdisciplinar da UFSC a partir de março.


A Fapesc apóia projetos ligados ao chip orgânico há três anos, mas a inauguração do novo laboratório deve deslanchar o projeto “Desenvolvimento de Novas Estratégias para Tratamento de Lesão Medular Traumática”, coordenado pelo Prof. Dr. Giles Alexander Rae.

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